"Há o verbo “amar” e a expressão “querer o bem”. Muitos eu quero bem. Desde os que mal troquei cinco ou seis palavras, mas conheço a história, leio o olhar, sinto o merecimento de longe até aqueles muitos que não se importaram em me prejudicar e me fizeram aprender muito da pior forma. Mas quero o bem desses últimos sim, que aprendam como a vida achar que precisam aprender e acabem bem, sempre bem. Rancor traz câncer. Quero o bem daquele vizinho, do menino que passa na rua, da moça que me sorri disfarçadamente no meio da festa, de uns parentes um pouco distantes e sem contato, da professora, do colega que apenas vejo entrar e sair da aula e daqueles que converso amenidades vez ou outra e chego a trocar alguns risos. Quero o bem de quem merece o bem! E quero o bem de muitos que gosto e lembro com carinho, claro que sim. Mas há os que eu amo… Raros, cada vez mais enxutos, mas de um tamanho explosivo aqui dentro. Donos da minha atenção, do meu carinho, das palavras e de toda a minha dedicação. Eu não distribuo um “eu te amo”. Eu digo muitos “eu te quero bem”, mas um “eu te amo” não é assim, é um presente, uma tradução para a frase: se preciso for, eu faço o teu bem. Quem eu amo, guardo em algum outro planeta." -Camila Costa.

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